nº 02 / out-nov 2008

EDITORIAL
Aposta no Brasil

Queremos que a Turbomeca do Brasil se desenvolva e cresça, contribuindo de maneira efetiva para a expansão da indústria do país. Vamos investir 10 milhões de euros em nossa unidade industrial em Xerém, na região Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Esse investimento vai gerar mais empregos diretos e indiretos, além de novos programas de treinamento para quem já está na empresa.

Nos próximos 10 anos, nossa meta é produzir 102 turbinas Makila 2A para atender a demanda do governo federal de 51 helicópteros EC 725 para uso militar. Vamos identificar fornecedores nacionais e desenvolver peças compatíveis com o modelo de helicóptero escolhido — da família do Super Cougar. Com as novas descobertas de reservas de petróleo na área de pré-sal, há ainda a expectativa do incremento do mercado offshore e o aumento de vendas do modelo EC 225 para a Petrobras.

A Turbomeca do Brasil busca estimular os grupos nacionais e fortalecer a economia brasileira. Nosso objetivo é ampliar a produção e trazer novas tecnologias para o país. Esperamos, assim, que o Brasil assuma um papel estratégico no mercado mundial de helicópteros.

François Haas

Qualidade
Compromisso com a segurança

Para garantir a excelência dos serviços e aumentar a segurança operacional das aeronaves, a Turbomeca do Brasil investe continuamente em programas e treinamentos voltados à qualidade. Ao longo de seis anos de existência, a empresa conquistou importantes certificações nacionais e internacionais, concedidas pelas principais agências reguladoras do setor aeronáutico, entre elas a ANAC, EASA, FAA, DNA e DGAC.

A Turbomeca do Brasil é uma das poucas empresas de manutenção de turbinas a integrar o CNPAA (Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). “Participamos ativamente também do JHSAT Brasil (Joint Helicopter Safety Analysis Team), uma iniciativa do IHST (International Helicopter Safety Team), que visa à redução do número de acidentes com helicópteros”, explica Luis Cravo, diretor de Qualidade da Turbomeca do Brasil, ressaltando que recentemente a empresa implantou o seu próprio Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

O Sistema de Qualidade da Turbomeca do Brasil segue as normas da ISO 9000 e adota critérios rigorosos para aprovação dos participantes. Para receber a certificação, os técnicos da empresa passam por um programa minucioso, que envolve curso, prova e entrevista final. “Cada função desempenhada exige um treinamento específico e ninguém conclui o programa se não tiver adquirido a expertise necessária para o serviço que irá executar”, completa Cravo.

Aniversário
Turbomeca comemora 70 anos

Em 70 anos, a Turbomeca já passou por inúmeras mudanças, desafios e sucessos. Líder no desenvolvimento e produção de turbinas de pequena e média potências para helicópteros, a empresa comemora os números positivos em seu aniversário. São 50 mil motores produzidos, mais de 15 mil turbinas em operação e 2.200 clientes espalhados por 150 países.

Fundada em 1938, na França, a Turbomeca criou e desenvolveu diversos modelos de motores que fizeram história na indústria da aviação. Um exemplo foi a Artouste, primeira turbina a gás do mercado, lançada em 1955 e usada no helicóptero Alouette II. Desde então, a empresa acumula uma série de best-sellers, como os motores Makila e as famílias Arriel.

O próximo desafio da Turbomeca está ligado ao conceito de sustentabilidade. A estratégia de negócios para os próximos anos busca equilibrar as questões econômicas aos aspectos sociais e ambientais. Entre as metas da empresa está a produção de motores com emissão de gases reduzida e com menos ruídos.

Mercado
Na trilha do pré-sal

A descoberta de petróleo nas camadas de pré-sal do litoral brasileiro está aquecendo o mercado Offshore. A previsão é de instalação de cerca de 50 novas plataformas, além da construção de dutos e terminais. As perspectivas são de crescimento também no setor de helicópteros. “A área do pré-sal é mais distante da costa. Isso obriga que o transporte de passageiros seja feito por aeronaves de grande porte, com maior autonomia de vôo”, explica Rogério Silveira, gerente de Suporte aos Clientes do Mercado Offshore, da Turbomeca do Brasil.

A empresa já começou a se preparar para o aumento da demanda. Até o fim do ano, os governos brasileiro e francês devem assinar um acordo de transferência de tecnologia para produção nacional de um helicóptero com essas características. Um dos modelos mais apropriados é o EC 225, aeronave que será produzida pela Helibras, com turbinas Turbomeca, modelo Makila 2A. “O EC 225 atende a todos os pré-requisitos necessários para a função. Certamente a produção e montagem dessas aeronaves no país, a partir de 2010, vão incrementar a economia e gerar mais empregos no país”, completa Silveira.

Com a exploração dessas novas jazidas, o Brasil deve aumentar sua capacidade de atuais 14,4 bilhões de barris de petróleo para algo entre 70 bilhões e 107 bilhões de barris. É o suficiente para transformar o país numa das dez maiores potências de petróleo e gás do mundo.

Manutenção Preventiva
Novo contrato SBH

A Turbomeca do Brasil acaba de assinar com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ) o Contrato de Manutenção na modalidade SBH — Manutenção por Horas de Vôo. “A Corporação será o primeiro Operador Parabúblico do Brasil a ter suporte de manutenção nessa modalidade”, afirma Roberto Tavares, responsável pelo Desenvolvimento de Negócios da empresa no mercado Parapúblico.

O Contrato SBH existe na Europa e América do Norte há cerca de 30 anos e, no Brasil, passou a ser oferecido aos clientes da Turbomeca há cerca de quatro anos. O Grupamento de Operações Aéreas do CBMERJ opera atualmente duas aeronaves do tipo Esquilo B2, equipadas com motores Turbomeca Arriel 1D1. Até o fim do ano, a Corporação deve receber mais um helicóptero, cujo motor também terá suporte de manutenção na modalidade SBH.

Evento
Aviação Naval faz 92 anos

O aniversário da Aviação Naval foi comemorado, no dia 29 de agosto, com a realização de um grande evento na Base Aérea de São Pedro da Aldeia. Criada em 1916, dez anos depois do primeiro vôo do 14 Bis de Santos Dummont, a Escola de Aviação Naval foi a pioneira da aviação militar no Brasil.

A solenidade contou com a presença do ministro da Defesa Nelson Jobim e de vários representantes da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Aviação do Exército. Na ocasião, o presidente da Turbomeca do Brasil, François Haas, foi homenageado com o Diploma de Mérito Aeronaval pelos serviços prestados à Aviação Naval. Cerca de mil pessoas participaram da comemoração e assistiram às apresentações dos esquadrões HU-1 e HU-2, formados por helicópteros com motores Arriel, da Turbomeca.

Encontro
Simpósio reúne operadores e oficiais

Nos dias 18 e 22 de agosto, foi realizado o V Simpósio Logístico do Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos (PAMA-AF), em Fortaleza. O encontro entre operadores e oficiais contou com a presença de cerca de cem pessoas por dia para a discussão de projetos e serviços. A Turbomeca do Brasil participou do evento com a apresentação sobre Evoluções Técnicas do Motor Makila e Preservação de Motores Arriel, feita pelo engenheiro Carlos Godoi.

Assistência técnica
SBH Turbomeca em missão Corporativa

A segurança de contar com reposição de peças em até 48 horas ou de realizar a troca imediata de um motor são algumas das vantagens do contrato SBH — Manutenção por Horas de Vôo — que levaram o gerente de Manutenção da Ocean Explorer, Luiz Carlos Perlucci, a indicá-lo para seus clientes. Há cerca de um ano ele fechou contrato nessa modalidade para o modelo EC 155 B1, com motor Ariel 2C2. “Fomos pioneiros ao trazer esse helicóptero para o Brasil e precisávamos ter a garantia de trocar qualquer peça com rapidez. O contrato SBH da Turbomeca atende perfeitamente a essa necessidade”, afirma Perlucci.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, Perlucci controla uma frota de quatro helicópteros com motores Turbomeca e dois aviões Falcon. Em média, o modelo EC 155 B1 voa 35 horas/mês. “Até o momento, acionamos o contrato SBH duas vezes para troca de peças e o resultado foi bastante satisfatório”, diz Perlucci. “Nossos clientes necessitam de seus equipamentos à disposição 24 horas por dia e o custo de uma aeronave indisponível pode ser alto.”

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